terça-feira, 26 de dezembro de 2006

O SR. SERRÃO AVANÇA COM CAMPANHA PARA O «SIM» AO ABORTO RETROACTIVO

Fontes bem informadas garantem-nos que a consoada do Sr. Serrão e do Sr. Tavares foi passada em casa do Sr. Costa, entre gritos de «Abortem a Carolina», apedrejamentos ao Pai Natal e todos quantos usassem fardas vermelhas, e salvas de flatos que obrigaram a uma desentoxicação posterior


Os franceses costumam dizer: «les esprits de porc se rencontrent». O Sr. Serrão e o Sr. Tavares têm escrito ultimamente algumas pérolas da análise intelectual que é a expressão mais sensível das suas inteligências gigantescas e montanhosas.
«Na natureza, quando não se pode manter a ninhada, são as próprias mães que eliminam algumas crias para as outras poderem sobreviver», diz o Sr. Tavares.
«São os próprios médicos que prescrevem interrupções voluntárias de procriação àquelas mulheres (como a de Roberto Carneiro...) que não param de ter filhos», diz o Sr. Serrão, que desenvolve de seguida a ideia de que o aborto retroactivo seria a solução para acabar com as «mulheres de vida fácil, como a Carolina...» ou com mulheres «como aquelas que escrevem livros como quem solta um flato».
Especialista em boatos, o Sr. Serrão estuda agora a Teoria Geral do Aborto com a intensidade de alguém que sentiu o apelo de conhecer profundamente as origens.
O «olatuporaqui» soube de fonte bem informada que Sr. Serrão e o Sr. Tavares passaram a consoada em casa do Sr. Costa, apedrejando o Pai Natal e todos aqueles que vestissem roupa vermelha, e soltando flatos em catadupa, tendo sido, pelas duas da manhã, socorridos pela Brigada de Explosivos dos Sapadores Bombeiros de Rio Tinto que lhes ministrou doses cavalares (e em dois dos casos, burrares) de oxigénio e perfume patchouli.

A LEITURA DE WC CÁ DAS SANITAS DA CASA


Como não temos nada para fazer nesta porra de época natalícia e já respondemos 36 vezes à porcaria do quizz do Natal, fizemos um pequeno teste aqui na Redacção do «olatuporaqui» para saber, não qual é a leitura preferida de cabeceira – sim, que aqui ninguém dorme nem cochila nem passa pelas brasas nem nenhuma dessas cenas – mas para saber o que líamos nos momentos em que a tripa aperta e a sanita passa a ser um émulo do sofá mais confortável lá da sala. BINGO! Todos lemos o mesmo. Ninguém dispensa, na hora de obrar, a revista «Sábado» de 16 a 22 de Novembro, páginas 40 a 50! Temos imensos exemplares dessa revista e todos vamos rasgando essas páginas e limpamo-nos a elas com grande prazer, seja qual for a textura da matéria evacuada. Relembramos que essas dez páginas da revista «Sábado» desenvolvem uma tese extraordinária sobre a vitimização do nosso estimado Sr. Tavares, comparando-o vagamente a um actor involuntário de filmes pornográficos de produção caseira. E, não podendo dizer-se com rigor que se trata de «jornalismo de merda» é, no mínimo, como diriam os ingleses, um autêntico «hands job». E nada como o WC para qualquer uma dessas coisas. Parabéns intrepida Redacção do «olatuporaqui»! E parabén à «Sábado» que, aqui na casa, tem sido a grande concorrente do papel Inova.

SR. SARAIVA CANDIDATO AO FIELDS METAL, NOBEL DA MATEMÁTICA

Despeitado pelo sucesso do Sr. Saraiva, um concorrente ao Fields Metal demonstra desta forma a sua falta de fair-play. «Um idiota chapado», terá comentado o nosso génio da matemática a um familiar próximo (mãe)


Com a publicação das conclusões do «Aprofundamento Revolucionário da Estrutura Geométrica e Analítica do Fluxo de Costa», o Sr. Saraiva atira a Humanidade para uma nova dimensão, aproximando-a do Divino

Imparável! Além de candidato a Prémio Nobel da Literatura pelo universo sentido e dramático da sua obra – sobretudo pela excelência do seu roman fleuve «Memória de Um Director de Jornal», no qual descreve com a perícia inata de um predestinado mais de catorze milhões de almoços, seiscentos e vinte e seis mil lanches, sete milhões e oitocentos mil jantares e várias dezenas de milhar de pequenos-almoços (há um em Nova Iorque que é de génio, meus senhores!!!), ceias, lanches-ajantarados, pratinhos de tremoços com imperiais, petiscos e copinhos de três – o Sr. Saraiva (ALL RISE!) desvendou um dos maiores enigmas da matemática e é, neste momento, o grande candidato ao Fields Medal, equivalente ao Prémio Nobel da Matemática, atribuido pela União Matemática Internacional.
O Sr. Saraiva (escuta-se o coro dos Meninos de Santo Amaro de Oeiras entoando: He’s Got The World In His Hands) dedicou-se arduamente à investigação do «Aprofundamento Revolucionário da Estrutura Geométrica e Analítica do Fluxo de Costa» e publicou as suas conclusões no último número do semanário «Sol». Com uma simplicidade desarmante para um génio do seu calibre, o Sr. Saraiva (He’s Got You And Me Brother, In His Hands...) desenvolveu o seu raciocínio desta forma formidável:
«Há um FC Porto sem Pinto da Costa e um FC Porto com Pinto da Costa.
Ou seja, há dois FC Porto.»
Ah! Que cristalina e pura inteligência matemática!!! Que perfeito desenvolver das formas geométricas de uma e equação!!!
Mas não é possível entender toda a beleza deste raciocínio se não formos ainda mais fundo na sua análise circunstanciada. Sim, porque o Sr. Saraiva (He’s Got You And Me Sister In His Hand...) não se deixa enredar nas teias da lógica cognitiva e lança o repto da transcendência na sua conclusão final que faz com que Gregori Perelman, Jonh Kleinberg, Terence Tao nos pareçam, à sua beira, infelizes adolescentes borbulhentos agarrados a cadernos quadriculados, e que a «Conjectura de Poincaré» ou a «Estatística de Loewner» e a «Geometria dos Movimentos Brownianos» não passem, ao lado da sua tese, de meros e enfadonhos exercícios de aritmética.
Leiam com atenção: «Ou seja, há dois FC Porto.»
Não é: «Ou seja, há dois FC Portos.»
Não é: «Ou seja, há dois FCS Portos.»
É: «Ou seja, há dois FC Porto.»
E nesta sua conclusão sublime, o Sr. Saraiva (He’s Got The All White World In His Hands!!!) atira a Humaninade para uma nova dimensão, aproximando-a inexoravelmente do Divino!

O DIA DO BOXE DO SR. MOURINHO


Hoje, em Inglaterra, é o Boxing Day.

O Chelsea do Sr. Mourinho, que se queixa amargamente de as selecções nacionais fazerem demasiados jogos contra equipas fracas, defronta o poderosíssimo Reading.

O Sr. Mourinho andou muito tempo convencido de que o Boxing Day era o dia dedicado ao boxe.

Parece que ainda não está esclarecido totalmente do que é, de facto, o Boxing Day. Nós aqui, no «olatuporaqui» não poderíamos deixar a efeméride passar em claro. E aconselhamos o Sr. Mourinho a consultar a Wikipédia. Como sabemos das suas dificuldades do domínio da língua inglesa - por alguma razão o Sr. Robson saiu de Portugal sem saber falar português e com o seu inglês profundamente degradado - sugerimos-lhe a versão portuguesa da famosa enciclopédia on line.

O GRANDE QUIZZ DO NATAL E COISO E TAL

Você percebe mesmo de natais e cristos e presépios e o diabo a quatro? Pois prove-o, respondendo correctamente às perguntas que aqui deixamos e tornando-se num Pequeno Mestre em Evangelhos, Epístolas e Livros Apócrifos

Nós aqui no «olatuporaqui» sabemos como podem ser enfadonhos os dias 25 de Dezembro... Depois de ter enchido a mula om cabrito e peru e bacalhau e grelos e batatas e vinho tinto e coscorões e rabanadas e sonhos e essas porcarias todas, qualquer mamífero estará pronto para roncar durante horas a fio. Não faça isso, querido leitor! Exercite-se, excite-se, mas não durma. Sobretudo se for ao volante de um camião TIR carregado com a novíssima edição do «Esta Noite, o Equador» do Sr. Tavares, já que pode pôr em perigo a vida de populações inteiras de terriolas à beira da estrada.
Para lhe ocupar este tempo natalício, propomos-lhe um pequeno QUIZZ DO NATAL, com o qual poderá testar os seus conhecimentos sobre a quadra que atravessamos.
Vamos a isto?

Sabendo-se que Jesus era fruto de uma relação extra-conjugal de Maria, quem era o famoso banqueiro pai biológico de Cristo?

a) Sotto Mayor.
b) Fonsecas e Burnay.
c) Espírito Santo.

O Pai Natal é um dos maiores distribuidores mundiais de meias e trousses. Qual é o sponsor do gorducho?

a) Casa das Meias.
b) Luís das Malhas.
c) Casa Ferrador (percorra Portugal de lés a lés com meias Ferrador nos pés)

José ficou muito desgostoso quando soube que iria ter um filho ilegítimo. Porquê?

a) Preferia um legítimo.
b) Preferia ter gasto o dinheiro num burro novo.
c) Preferia uma menina.

O que eram os apóstolos?

a) Hippies.
b) Góticos.
c) Bee Gees.

Quem casou contra quem nas Bodas de Canaã?

a) Bárbara e António Maria.
b) Carolina e Jorge Nuno.
c) Foi um casamento homossexual.

Quem foi o responsável pelo menu e catering da última ceia?

a) Michel.
b) Maria de Lurdes Modesto.
c) Manuel Luís Goucha.

Qual era o local preferido por Maria Madalena para o desenvolvimento das suas actividades?

a) Monsanto.
b) Intendente.
c) Parque Eduardo VII.

A que raça pertencia a vaca do presépio?

a) Barrosã.
b) Mertolenga.
c) Charolesa.

Quantos eram os três Reis Magos?

a) Doze.
b) Dois e um anão.
c) Não houve censos nesse ano.

Quem foi o fabricante dos pregos utilizados para manter o Cristo fixado na cruz durante três dias?

a) A FAPRICELA, de Manga da Granja, especialista em arame de aço para pré-esforço de baixa relaxação.
b) A PECOL, de Raso de Paredes, especialista em todos os sistemas de fixação.
c) Cristo não foi pregado, foi soldado com solda de estanho Tecofix.

Com mais de três respostas certas, você pode ser considerado um Pequeno Mestre em Evangelhos, Epístolas e Livros Apócrifos.
As soluções ao questionário estão publicadas numa página de anúncios.

domingo, 24 de dezembro de 2006

O VERBO DO ANO 2006


Eu, Carolina

Tu, Carolinas

Nós, Carolinamos

Vós, Carolinais

Eles, Carolinam

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

«ESTA NOITE, O EQUADOR» - 11356ª EDIÇÃO SERÁ ILUSTRADA COM FRANGOS

Um dos galináceos que ilustrará
a nova edição do livro do Sr.
Tavares

Revolucionário! A nova versão do livro do Sr. Tavares vem equipada com um sistema anti-plágio e terá os números de página todos sorteados

Em mais uma fantástica reportagem de investigação, o «olatuporaqui» desvenda um dos mais bem guardados segredos da literatura mundial. A milionésima milésima tricentésima quinquagésima sexta edição do famoso livro «Equador», assinado pelo Sr. Sousa Tavares e muito possivelmente também dactilografada por ele será distribuída com o nome «Esta Noite, o Equador». Por vontade expressa do Sr. Tavares, «Esta Noite, o Equador» apresentará uma paginação revolucionária com os números de páginas a serem sorteados na Misericórdia de Lisboa perante a presença de dez representantes do Governo Civil de Freixo de Nubão. É opinião do Sr. Tavares de que este novo método de paginação não prejudicará a sua leitura já que também as frases estão dispostas de forma absolutamente aleatória.
Mas, milionésima milésima tricentésima quinquagésima sexta edição do livro do Sr. Tavares será, igualmente, o primeiro livro equipado com um sistema anti-plágio desenvolvido pelo próprio no decorrer de algumas noites muito mal dormidas. Este sistema consiste na inclusão de pequeninos e praticamente imperceptíveis erros ortográficos em cada uma das palavras de forma a que seja possível distinguir imediatamente as cópias dos originais.
«Esta Noite, o Equador», terá também um suplemento ilustrado com fotografias catalogadas de todos os frangos deglutidos e digeridos pelos famosos Marajás Devoradores de Frangos de Bhapur e que se acredita montarem a cerca de 238 milhões.
Com «Esta Noite, o Equador», será distribuído um DVD com imagens inéditas de uma morte súbita por ataque de tédio.
A milionésima milésima tricentésima quinquagésima sexta edição do livro do Sr. Tavares terá 400 mil páginas e o Sr. Tavares fez questão de rubricar cada uma delas para que não restem dúvidas da sua autenticidade.
«Esta Noite, o Equador» será distribuído na Doca do Conde de Óbidos, no aeroporto de Figo Maduro e na Praia de Mira. Aconselha-se todos os interessados a requererem junto da editora do Sr. Tavares as devidas autorizações de estacionamento para os seus camiões TIR com que transportarão os seus livros.

DESTE UM TRAQUE, DESTE UM TRAQUE / FOSTES TU!/ FOSTES TU!

Diz-me o Rui, lá de cima, que o jantar de ontem foi um horror. O Jorge largou-se como um boi e ainda fez chalaça com a coisa. O Lourenço estava muito amarelo, o pobrezito tem passado mal. Vomitou e a dada altura parece que se chateou com o Jorge e começou a falar, percebes? a falar.O Jorge, na galhofa, fingiu que telefonava ao Sérgio a encomendar um tareão no Lourenço. O Lourenço, coitadito, acreditou - ele não anda bem - e pediu desculpa, muito enfermiço, muito apagado. Uma miséria. Então era o Jorge a largar-se o o outro a borrar-se. Um horror Menino!, o tasco fedia como não há memória. O Lino também ficou indisposto e arrotava como um javali. E não é que a dada altura sacou do peúgo branco e pô-lo em cima da mesa? Um fedor pestilencial! O Jorge ria que nem um perdido e gritava para o Naldo: «fuma meu cabrão, fuma!». Depois obrigou os outros todos a cantarem em voz alta: «Deste um traque/ deste um traque/ fostes tu/ fostes tu/ olha qu'te borraste! olha qu'te borraste/ limpó cu/ limpó cu». As outras pessoas, incomodadas, começaram a protestar. Havia famílias na sala!
O dono do tasco, muito vermelho, chegou-se à mesa a pedir moderação aos senhores e o Jorge, na reinação, telefonou ao Sérgio a encomendar fogo-posto. O pobre ficou ainda mais branco que o Lourenço.
Olha, Menino, diz o Rui que aquilo parecia o «bunker» do Adolfo antes da queda de Berlim.

AMP

APANHADO A PLAGIAR «EQUADOR» !!!!

PORTO COVO, 21 - A Guarda Nacional Republicana surpreendeu ontem em Porto Covo um individuo suspeito de poder vir a plagiar excertos do romance «Equador». O individuo, de apelido Fernandes, foi apanhado em flagrante possível futuro delito numa praia pouco frequentada onde, segundo apurámos, se encontrava há várias horas a transcrever parágrafos inteiros do livro de Sousa Tavares para um caderno de capa preta. A atitude dele despertou suspeitas num conhecido mirone de mulheres nuas que se encontrava no local. Alertada pelo bufo, a GNR enviou o sargento Vidigueira à praia para averiguações. Questionado pelo agente, Fernandes disse que estava a fazer «pesquisa histórica» para um livro que ia escrever e que naquele momento se encontava a transcrever passagens de «Equador». O sargento Vidigueira não ficou convencido e pediu para ver o caderno. Uma leitura rápida dissipou todas as dúvidas: Fernandes havia copiado, palavra por palavra, quatro parágrafos inteiros de «Equador». O sargento informou-o de que aquele acto podia ser considerado tentativa de crime de plágio e aconselhou Fernandes a apagar tudo o que havia escrito ou, em alternativa, a retocar algumas palavras de modo a que o texto não ficasse exactamente igual ao do livro de Tavares. Fernandes aceitou a sugestão do agente sem objecções. Segundo apurámos, o individuo em questão padece de forte «complexo bajulatório» e é reincidente. Em Julho passado foi detido numa praia da região quando se encontrava a copiar excertos de «Não te Deixarei Morrer David Crockett» e a masturbar-se simultaneamente. Foi denunciado pelo mesmo bufo.

AMP

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

«OLADUBODAQUI» ADACADO PUGUMA GUENITE ADUDA

A gulpa é das budas das guenas do filho da buda do Bai Dadal!


Agui figam fodogdafias da gdande pgaga gue adagou a dossa Guedacçao.
Tebos passado os dias a espigague e a guspigue
e caguegados de ganho do dadiz. Uma begda! Pôga!


Estabos guase a moguegue, bas dao
deixabos de tgabalhague!


Dos últibos dias dao tebos sido cabazes de dized piadas buito boas agui do «oladupogagui». Toda a indgépida Guedacçao do «olatubogagui» foi bagbadamende adacada por uba begda de uba guenite aduda que é, cobo sabem, uba aleguia às guenas do filho da buda do Bai Dadal. Tebos os dadizes todos endupidos com buco dasal e umas begdas de uns espessabentos indegsdiciais ó lá o que é. Bas, apesag de sofgegbos ibenso com dáguimas e ganho e gosba e dudo bais, dão deixabos de dgabalhag baga o quedido leitogue esdeja infogmado. Pod isso guesolvemos publicague as fodos mais guecentes do buco dasal e do guspo da nossa Guedacçao, bem cobo das amigbalas e e dos adedóides e das gadiogafias dos pugmoes e da domogafia computadoguizada do togax com os bgoncogamas bem à mostga.
Besbo guase a mogueg, a Guedacçao do «oladubodaqui» tgabalha paga infogmag os nossos gueguidos leitogues. Obdigado.