quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

A SRª MARIA DE FÉRIAS NA NEVE

A nossa Srª desembarcou ontem em Nova Delhi absolutamente preparada para as rigorosas temperaturas que vai encontrar no Sul da Índia


A Srª Maria desembarcou ontem no aeroporto internacional de Nova Delhi (Índia) para uma pequena vilegiatura nas famosas estâncias nevadas do sul indiano. O seu sorriso Corega Tabs era radioso e não se notava nem um pingo de cola na placa. A placa bacteriana, por seu lado, fazia-se notar, pedindo meças aos bindis vermelhos que as suas congéneres indianas traziam nas testas. Vestida com um magnífico tailleur creme de lã grossa, cachecol de sarapilheira, brincos a imitar pérola, colar de missangas, duas pulseiras de pechisbeque, aliança de ourina com os dizeres «Aníbal deu-te uma que até te saltou o platinado do cabelo, 1955» e sapatos altos em vinil transparente tipo stripper, a Srª Maria veio absolutamente preparada para as baixas temperaturas que a esperam neste momento em Goa e em Cochim para onde se desloca a Comitiva Cavaco nos próximos dias, logo após umas dispensáveis burocracias com o governo da União Indiana e porcarias do género. É muito provável que a Srª Maria se encontre nas zonas montanhosas no sul da Índia com o Sr. Tavares que continua por lá perdido na sua procura do Cruzeiro do Sul, prescrutando milímetro a milímetro os céus de Goa na convicção de que lá o encontrará algum dia em que a Terra tombe 14 graus no sentido antártico do eixo.
O «olatuporaqui» deseja à Srª Maria umas magníficas férias na neve e um regresso pródigo às bombas de gasolina de Boliqueime.

domingo, 7 de janeiro de 2007

O SR. TAVARES PERDIDO NA BUSCA DO CRUZEIRO DO SUL

Pede-se encarecidamente a quem souber do paradeiro do Sr. Tavares que ligue para a Redacção do «olatuporaqui». Se ninguém atender, deixem recado na Dona Tininha da mercearia. Obrigado e um queijo rabaçal!

Imagem de rara beleza: a fantástica cordilheira montanhosa de Goa onde se presume o Sr. Tavares esteja perdido à procura do Cruzeiro do Sul


Todos os leitores do «olatuporaqui» sabem da estima (pode dizer-se mesmo adoração) que este blog dedica ao Sr. Tavares. É, por isso, com profundo pesar que descobrimos que o Sr. Tavares está completamente perdido e, provavelmente, não conseguirá tão cedo encontrar o caminho de casa e dos tribunais onde o esperam, no primeiro caso, uns chinelos rotos e carregados de bactérias que se soltaram dos seus pés de atleta (in latu sensu) e, no segundo, quatrocentos e cinquenta e dois processos por insultos e pauladas a desconhecidos e um ou outro anónimo.
E como descobriu a intrépida Redacção do «olatuporaqui» que o Sr. Tavares anda a monte?, perguntarão, com todo o propósito, os nossos tão extremosos leitores. Pois, lendo!, respondemos nós, de pronto. Sim, porque nós somos leitores assíduos de tudo o que escreve o Sr. Tavares, desde teses de doutoramento sobre os frangos ingeridos à hora do chá pelo Sultão do Brunei às estranhas formas de suicídio (de tédio, de excesso de bocejos, de descuido, de displicência, de nojo, etc.) do Rei do Nepal. Desta vez deu-nos para ler o «Esta Noite, o Sul» no qual o Sr. Tavares - com aquele estilo inconfundível que, antes dele, só Lapierre e Collins se atreveram a utilizar, de tão perfeita conjuntura entre as discrepâncias da sintaxe e asincongruências da ortografia – descreve uma noite em Goa, contemplando fascinado o Cruzeiro do Sul.
Aí, sentimos um arrepio gelado percorrer-nos a espinal medula... O Cruzeiro do Sul?! No céu de Goa?! E, de imediato, telefonámos para a Secção de Achados e Perdidos do Corte Inglês. Não. O Sr. Tavares não se encontrava lá. Estavam 268 guarda-chuvas, 3 cães de raça cocker e um mamífero asinino que não era o Sr. Tavares.
As buscas do «olatuporaqui» continuam, incansáveis. Já telefonámos para a Secção de Achados e Perdidos do Continente, do Carrefour das Telheiras e do Jumbo de Alfragide. Descobrimos que há, neste mometo, nessas diversas entidades, seis crianças com menos de dois anos que não páram de berrar com fome; dois cadáveres já em adiantado estado de decomposição que dão pelos nomes de Carvalho e Ferreira; uma garrafa de aguardente Carvalho & Ferreira meio vazia; um corta-unhas da loja Hua-Li-To com raspas de unhas coladas à lâmina; um autocarro de dois andares verde, da Dodge; um gato siamês; três irmãos siameses; duzentas e vinte e nove carteiras com os seus respectivos duzentos e vinte e nove carteiristas; uma sanduíche de fiambrino tipo popular; um pacote de margarina vaqueiro usado; um preservativo barrado com margarina vaqueiro; um bilhete para o filme «O Último Tango em Paris»; um porco; um cavalo com arções; treze gaivotas mortas, doze pombos com gôgo, seis coelhos com moléstia e um não mais acabar de porcarias, embora nenhuma delas Sr. Tavares.
A Guarda Nacional Republicana do Cacém já tomou conta da ocorrência.
À Guarda Nacional Republicana do Cacém, o «olatuporaqui» envia as suas mais sentidas condolências.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

FC METRODOPORTO, FC DISTRITALPSDPORTO E FC CÂMARAMUNICIPALDEGONDOMAR SERÃO OS FUTUROS 3 GRANDES DO FUTEBOL PORTUGUÊS, PROMETE O SR. VALENTIM

Levas cinco!: o Sr. Valentim, ao volante de um camião TIR carregado de torradeiras e micro-ondas, promete uma cabazada aos próximos adversários do FC Metrodoporto, o FC Carris e o FCCP


O presidente do FC Metrodoporto não tem dúvidas que o seu clube será, muito em breve, uma das grandes potências do futebol nacional, disputando a primazia aos chamados Três Grandes. O Sr. Valentim, que é igualmente presidente do FC DistritalPSDporto, prometeu hoje, em Conferência de Imprensa, que estes dois clubes, juntamente com o FC Câmaramunicipaldegondomar, do qual, por acaso, também é presidente, serão os futuros verdadeiros Três Grandes de Portugal, com presença assídua na Liga dos Campeões. O próximo jogo do FC Metrodoporto é contra o FC Carris, cabendo-lhe em seguida deslocar-se ao campo do FCCP, em Santa Apolónia.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

SR. JARDIM COMPARADO A UM TEXUGO DURANTE O REVELHÃO

Episódio muito desagradável ensombrou o Revelhão madeirense. Insultado por um reles soldado miliciano, o Sr. Jardim não perdeu nem a compostura nem a alegria e vai de gastar energias num tamborzinho e em copos de três
O Sr. Jardim já sem a farda de zulu mas chegando-lhe com força no tamborzinho. Não foi pelo triste episódio que deixou de se divertir até às tantas e de beber que nem um possesso

Insulto: por esta imagem (gentilmente fornecida pela Sr. Cinha Jardim Gonçalves) se pode ver como foi soez o insulto lançado sobre o Sr. Jardim, acusando-o de estar, e citamos, «gordo que nem um texugo»

«O Jardim está gordo que nem um texugo!» Foi esta frase, eivada de alguma malícia, que fez estragar a passagem de ano ao Sr. Jardim. Vestido de zulu antes da meia-noite, com uma sineta de refeições dependurada no escroto, o Sr. Jardim mostrava o seu rotundo apêndice abdominal, forrado com massa de contacto para lhe dar uma tonalidade africana, enquanto dançava com a Srª Cinha Jardim Gonçalves, provavelmente sua parente do lado zulu, quando ouviu este impropério seguido de três gargalhadas e uma fuga precipitada por entre os foliões.
«O Jardim está gordo que nem um texugo», foi a última frase do jovem Soldado Miliciano Jardim Jardim, do Regimento de Transmissões do Curral das Freiras, com apenas 11 anos de idade. A sua última palavra foi «fodassssssss...», tendo então sido atingido por uma lança de dois metros e meio cuja ponta, de ferro forjado com temas florestais, estava impregnada de veneno da jararaca-de-alcatrazes. O Soldado Miliciano Jardim Jardim, do Regimento de Transmissões do Curral das Freiras, caiu numa prostração de enorme sofrimento, espumando pela boca alguns pedaços de esparregado, duas fatias ainda não digeridas de bolo do caco e seis espetadas em pau de louro, ao mesmo tempo que era alegremente espezinhado pela multidão de foliões que fizerem deste final de ano no Funchal o espectáculo mais bonito do Mundo e tão merecidamente registado numa cerveja Guinness.
Enquanto a turba dos foliões soprava línguas de sogra, atirava confetis e serpentinas, cuspia para o ar escarros do tamanho de ovos de codorniz e soltava flatos de fazer inveja ao Sr. Costa, ouvia-se a voz do Sr. Jardim entoando o «deixa passar esta linda brincadeira» atrás de uma das bananeiras da Avenida Arriaga de onde surgiu já de chapéuzinho de palha à Zé Carioca e um tamborzinho que rufava a toda a força dos seus braços rechonchudos. «Há lá zulus sem lança!?», perguntava sorridente o Sr. Jardim, justificando a sua tão inesperada quão maravilhosa troca de fantasia. «O cabrão do fedelho levou-me a puta da lança nas costas, o ratão colonialista. Deve ser de Lisboa, o cabrão...», ia dizendo o Sr. Jardim para os dezanove mil repórteres do «Diário da Madeira» indigitados pelo Governo Regional da Madeira para cobertura exclusiva das brincadeiras do Sr. Jardim no reveillon (em português revelhão).
A Sr. Cinha Jardim Gonçalves aproveitou a distracção momentânea dos fotógrafos e urinou numa das bananeiras da Avenida Arriga tendo ficado com uma sineta de refeição dependurada numa das costuras do glúteo esquerdo. Felizmente, com o ruído dos foliões e dos flatos, não se escutava o seu contínuo tilintar e também ninguém parecia estar com fome.
O Soldado Miliciano Jardim Jardim, do Regimento de Transmissões do Curral das Freiras, já cadáver, será amanhã apresentado à Guarda Regional Republicana doSr. Jardim para que preste explicações claras e cabais. É acusado, além de alteração à ordem e insulto à mais alta figura do Estado, de furto qualificado de peça raríssima do Museu de Etnografia da República da Madeira e Jardim.

Eu, Carolina. Tu, Pinto.



O "olatuporaqui", sempre na vanguarda do jornalismo de investigação, já conseguiu saber o nome da próxima obra de Carolina Salgado. Esta intitular-se-á "Eu, Carolina. Tu, Pinto", em homenagem às primeiras palavras trocadas pelo futuro ex-casal no Calor da Noite.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

O SR. TAVARES FEZ A PRIMEIRA COMUNHÃO

Imaculado: no seu vestidinho branco e puro, o Sr. Tavares tomou hoje pela madrugada os seus votos, tendo-lhe sido igualmente administrados o Crisma e a Extrema-Unção. Bem haja Sr. Tavares


Grande notícia para a comunidade católica apostólica romana portuguesa: o Sr. Tavares levantou-se muito cedo, hoje, dia 1 de Janeiro de 2007, e tomou os seus votos na Capela da Insaciável Trindade, no Cerzedelo. Homem de profunda fé, o Sr. Tavares pediu ao padre Rústico da Fonseca, das Almas da Areosa, que ia a passar por mero acaso, que lhe administrasse todos os sacramentos possíveis, desde a Primeira Comunhão ao Crisma e terminando na Extrema-Unção. Convencido pela enorme paixão revelada pelo Sr. Tavares, bem como pelos seus olhos raiados de vermelho e pelo seu hálito a bagaço e arenque cru com cebola, o padre Rústico da Fonseca, das Almas da Areosa, mero transeunte no Cerzedelo, lançou sobre o Sr. Tavares um espirro cujo cuspo identificou como os Santos Óleos. Acalmado por tão beata demonstração de carinho divino, o Sr. Tavares adormeceu nos degraus da capela, tendo acordado seis horas mais tarde com a sua imaculada roupa alva suja de urina de cão.
A pouco e pouco, o Sr. Tavares vai cumprindo as suas obrigações religiosas para imensa satisfação do Sr. Costa, amigo pessoal de Sua Santidade, o Papa Bento.

domingo, 31 de dezembro de 2006

O SR. COSTA VAI COMEMORAR A PASSAGEM DE ANO SOLTANDO UM FLATO GIGANTE DO ALTO DO SILO


CUIDADO!

Chegou-nos neste preciso momento, a pouco menos de duas horas de se comemorar, em Portugal continental, a passagem do ano, a notícia de que o Sr. Costa se prepara para soltar precisamente à meia-noite, um flato verdadeiramente explosivo e extraordinário. O Sr. Costa já se encontra no alto do silo de estacionamento de Santa Catarina e está em processo acelerado de enchimento de pulmões e intestinos com gases altamente tóxicos, pelo que se aconselha a todos os que habitam na Rua Sá da Bandeira, Fernandes Tomás, Praça do Município e Álvares Cabral a fecharam as janelas e a vedarem as frinchas das portas.

O «olatuporaqui» deseja ao Sr. Costa e ao seu flato um óptimo Natal e um feliz Ano Novo!

A GNR já tomou conta da ocorrência.

ESCOLHA VOCÊ MESMO A VAQUINHA DO PRESÉPIO











Concurso patrocinado pelos Ares Condicionados do Petiz do Raivo. Afinal, o burro e a vaca foram o primeiro ar condicionado da História moderna



Ainda vai a tempo! Até ao dia de Reis pode construir o seu próprio presépio. Sabendo que o burro será representado por um conhecido plagiador do universo literário lusitano, avance com a sua escolha da vaquinha do mesmo...
Envie as suas propostas para http://olatuporaqui.blogspot.com/

GANHE A PONTA DA CORDA QUE ENFORCOU SADÃO


Vamos sortear a ponta da corda que serviu para enforcar Saddam (em português Sadão). Para concorrer tem de nos enviar, até à meia noite do dia 31 de Dezembro de 2007, a lista completa de todos os parágrafos gémeos dos livros «Esta Noite, a Liberdade» e «Esta Noite, o Equador».

O resto da corda está guardado para enforcar os irmãos gémeos monozigóticos Bush e Rumsfeld...

GRANDE(S) BALANÇO(S) DO ANO DE 2006 - O PRIMEIRO É O SR. TAVARES

Generoso: este ano o Pai Natal foi generoso com o Sr. Tavares e deixou-lhe no sapatinho umas trousses de frango como prémio para o seu grandioso trabalho científico

Uma profunda investigação ao livro «Freedom at Midnight», permitiu ao Sr. Tavares tornar-se num dos maiores especialistas mundiais de frangos, mortes de tédio e hábitos alimentares e sexuais dos Marajás da Índia


Está na altura dos balanços e balancetes. E o «olatuporaqui» não foge às suas responsabilidades. Por isso, a intrépida Redacção que nunca dorme e para a qual não há Natais nem Anos Bons, vai publicar, a partir de hoje, alguns dos que considerou os grandes momentos do ano que agora se extingue.
Para começar... TCHAM! TCHAM! TCHAM! TCHAM!
O Sr. Tavares, especialista mundial de frangos, sexo e mortes de tédio!
Anos e anos de investigação deram-lhe uma tarimba única. Armado com uma lupa e um microscópio, fuçou no livro «Freedom at Midnight» («Esta Noite, a Liberdade», na versãozinha portuguesa), de Lapierre e Collins, como a Madame Curie fuçou num ror de pechblenda para dela extrair o rádio. Mas o Sr. Tavares não estava preocupado com minudências como rádios e essas porcarias que só provocam carcinomas. Não. O Sr. Tavares é um cientista. E estudou, através de Lapierre e Collins, a vida sexual dos Marajás da Índia, os seus hábitos alimentares e as suas formas preferidas de morrer. Descobriu que o Marajá de Patiala comia três frangos ao chá das cinco, e três mulheres do seu harém depois do jantar, além de ter feito um esforço muito grande para morrer de tédio, que o Marajá de Mysore comia diamantes em pó e tinha uma erecção lendária, e um sem número de outras coisas que Lapierre e Collins tinham escrito mas, na sua pressa de publicarem o livro, nem sequer repararam.
O Sr. Tavares, pelo mérito de ter feito os pobres Lapierre e Collins perceberem a verdadeira essência da sua obra menor, deu-os a conhecer ao mundo no seu inacreditável «Esta Noite, o Equador», esse sim um grande livro, com milhares e milhares de páginas...
Em nome da Humanidade e de Lapierre e Collins, nós só temos uma palavra para dirigir ao Sr. Tavares: «OBRIGADO»!
Lentamente, uma lágrima comovida escorre pelo olho de cada um dos membros da intrépida Redacção do «olatuporaqui».